Por que as mulheres são mais atingidas pela ansiedade?

Por que as mulheres são mais atingidas pela ansiedade?

Estudos estimam que as mulheres tenham de três a quatro vezes mais chance de desenvolver algum tipo de transtorno de ansiedade do que os homens.

Os transtornos de ansiedade são uma grande epidemia mundial. Estima-se que 25% da população do planeta já sofreu ou irá sofrer, em algum momento da vida, com algum tipo de distúrbio de ansiedade.

O Brasil está no topo da lista de países em que a doença incide mais. E entre essa população as mulheres são as mais atingidas. Além disso, estudos indicam que as mulheres tenham de três a quatro vezes mais chance de desenvolver algum tipo de transtorno de ansiedade do que os homens.

Além disso, nas mulheres os sintomas são mais graves e impactantes, e elas têm um risco maior de desenvolver a forma crônica da doença, aumentando os prejuízos funcionais.

Fatos tão expressivos que ainda não são tão compreendidos pela maioria das pessoas. Isso porque, na maioria dos casos, as pessoas demoram para compreender a origem do problema e buscam a solução apenas para os sintomas e não para o que está desencadeando a ansiedade excessiva.

Se você está acompanhando a nossa série de artigos, já sabe o que é a ansiedade, quais são os seus sintomas físicos e quais são as principais consequências da ansiedade na vida de uma pessoa se não houver tratamento. Se ainda não leu, convido você a ler clicando nos links acima.

Nesses artigos explicamos que a ansiedade é uma das emoções que sentimos em momentos de medo ou de enfrentamento. Ela faz parte do nosso rol de emoções e, sendo assim, pode ser considerada natural, quando encontrada em níveis baixos ou controlados.

O problema acontece quando a ansiedade extrapola a racionalidade e toma conta do ser. Em geral, nesses casos, a pessoa sente medo ou preocupação de maneira exagerada, e pode paralisar completamente sua vida.

As mulheres e a ansiedade

O universo feminino é regido pelas emoções e segue um movimento cíclico, com hormônios agindo de maneira diferente a cada dia. Decerto, somente isso já nos torna diferente dos homens, fundamentalmente.

O problema é que, com o passar do tempo nós nos afastamos dessas emoções e desaprendemos a lidar com elas. Ademais, o mundo atual nos força a deixar de lado esses sentimentos e a mostrarmos mais racionalidade e uma força masculina que não é inerente a nós.

Mas não é possível fugir das emoções. E a consequência desse afastamento são os distúrbios emocionais, entre eles os transtornos de ansiedade que se caracterizam, principalmente, pelo excesso de emoções relacionadas ao medo e à ansiedade.

O autoconhecimento e o desenvolvimento da Inteligência Emocional são, portanto, o caminho para superar essas dificuldades com as emoções.

Quando uma mulher conhece as peculiaridades da sua própria natureza, compreende suas fases e acolhe as emoções relacionadas a cada uma delas, os primeiros passos para aprender a lidar com seus sentimentos são dados.

O passo seguinte é aprender a gerenciar suas emoções através da Inteligência Emocional. E, na maioria das vezes, o que desperta essa compreensão é se perguntar “Por que estou sentindo isso?”.

Infelizmente hoje nossa criação não está fundamentada no desenvolvimento da Inteligência Emocional, ao contrário, está tem como base a repressão dos nossos sentimentos.

Esse processo desenvolve crenças negativas que interferem em nossos comportamentos durante toda a vida. Tomamos atitudes baseadas nessas crenças e muitas vezes não sabemos disso. Torna-se um processo automático do inconsciente.

Mulher de fases

Sim, a famosa música falava algumas verdades. As mulheres vivenciam diferentes fases durante o período de 30 dias. Na verdade elas estão relacionadas ao ciclo reprodutivo de toda mulher.

Entenda que aqui não me refiro a você ter ou não filhos. Estou me referindo a questões hormonais que todas as mulheres saudáveis estão sujeitas.

Começando pelo período menstrual, que é mais facilmente identificado, é uma fase de desânimo, de sensação de vazio, vontade de ficar quieta. As duas fases seguintes, pré-ovulatória e ovulatória, são semelhantes e envolvem alegria e disposição. Já a última fase das mulheres é a conhecida TPM, a tensão pré-menstrual, onde a raiva, a irritabilidade e a ansiedade predominam.

Conhecer esses elementos da sua própria natureza é fundamental para compreender, acolher e trabalhar cada uma das emoções vivenciadas durante as fases.

Desenvolvendo a gestão emocional é possível entender cada um desses sentimentos e aprender formas de lidar com eles quando forem vivenciados, inclusive a ansiedade.

Quando desenvolvemos a habilidade de controlar a ansiedade temos a chance de utilizar a força de ação do medo de ficar paralisada a nosso favor. Com a consciência do problema e o aprendizado da solução, percebemos que quando permanecemos no mesmo lugar, perdemos a oportunidade de conquistar nossos sonhos e objetivos.

Espero que tenha feito sentido para você essa explicação.

Até a próxima!

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