Ansiedade e baixa autoestima podem estar relacionadas

Ansiedade e baixa autoestima podem estar relacionadas

A ansiedade é uma emoção que provoca muita angústia e, além disso, sequestra a atenção e os seus pensamentos, direcionando-os totalmente para preocupações e medos, muitas vezes inexistentes. Entretanto, nos atendimentos em consultório percebo outra característica marcante na maioria das mulheres: a baixa autoestima.

Não é à toa.

O excesso de ansiedade provoca alterações nas percepções da pessoa. Com a mente voltada para as preocupações e medos, é comum que os eventos negativos da vida também ganhem mais força mental.

Com o tempo, a percepção de valor que a pessoa atribui a si mesma acaba sendo prejudicada e diminuída, gerando assim alterações prejudiciais na sua autoestima.

Autoestima é a qualidade de quem se valoriza. É a satisfação com o seu modo de ser e de agir.

É comum que a autoestima seja relacionada apenas à aceitação a sua aparência física, mas ela é muito mais do que isso. Quando a pessoa se valoriza e está satisfeita consigo mesma, isso se expressa através da confiança de suas ações e opiniões.

Dessa forma, quando existe um baixo nível de autoestima, a pessoa atribui um valor negativo para si mesma constantemente.

Porém, como essa avaliação é subjetiva, alterações de percepção frequentemente causam sérios danos à valorização das suas qualidades.

A baixa autoestima está relacionada à falta de autoconhecimento.

A insegurança provoca dificuldades em aceitar os próprios erros e alimenta o hábito de se comparar com outras pessoas. Juntando isso aos pensamentos de medo e preocupação causados pelo excesso e ansiedade, forma-se um ambiente bastante prejudicial para a saúde emocional.

Sintomas da baixa autoestima

Os sintomas da baixa autoestima, embora sejam individuais, muitas vezes correspondem a padrões de comportamento facilmente identificáveis:

  • Exaltação os próprios defeitos e as qualidades de outras pessoas
  • Perfeccionismo
  • Falta de confiança na sua própria opinião
  • Medo de enfrentar desafios
  • Dureza consigo mesmo, indulgência com os outros
  • Ansiedade frequente e agitação emocional
  • Dificuldade de aceitar as próprias limitações
  • Timidez em excesso
  • Medo da rejeição
  • Busca constante por elogios e reconhecimento externo
  • Tendência à procrastinação e preguiça
  • Hábito de se comparar com outras pessoas
  • Falta de habilidade de lidar com críticas
  • Falta de apreciação pelas próprias vitórias

O que causa a baixa autoestima?

A autoestima é formada a partir de experiências boas e ruins que temos em nossa vida. As emoções, mais uma vez, estão diretamente relacionadas a esse desenvolvimento.

As fases da infância e adolescência são muito importantes. As marcas resultantes de cada experiência vivida são armazenadas no inconsciente e muitas vezes a pessoa não tem conhecimento disso.

O sentimento de culpa geralmente é determinante no processo de baixa autoestima. Uma culpa de algo que foi feito ou que se deixou de fazer.

É fundamental compreender que, mesmo que algo tenha acontecido de errado no passado, não adianta se prender ao sentimento de culpa. Mude, melhore, mas não permaneça carregando culpa.

E, muitas vezes a pessoa fica aprisionada nesse passado, com medo de agir e errar novamente. É preciso se libertar.

Como aumentar a autoestima e vencer o excesso de ansiedade?

Tanto a autoestima baixa como o excesso de ansiedade podem ser vencidos com o autoconhecimento. É fundamental conhecer os gatilhos que geram as emoções de medo, preocupação e de desvalorização.

É importante também aprender a lidar com essas emoções, modificando os padrões mentais até então determinados, para padrões saudáveis, que incentivam o estado de presença e a valorização interna.

O padrão mental da pessoa ansiosa em excesso é voltado para o negativo, sendo assim, muitas vezes a baixa autoestima se instala depois e uma processo de pensamentos nocivos, em que a pessoa somente consegue ver suas falhas e erros.

É importante “domar” esses pensamentos através de técnicas e ferramentas de controle da mente e dos pensamentos como a meditação, as visualizações e afirmações positivas.

Com os pensamentos controlados, aos poucos, é preciso perceber e incentivar as vitórias e qualidades e tornar-se positiva e contente. É preciso desconstruir rótulos, ressignificar suas experiências dolorosas e reconstruir seus padrões emocionais.

Assim como o controle do excesso de ansiedade, aumentar a autoestima é um processo que exige dedicação e coragem para vencer todas as dificuldades do autoconhecimento.

Mas esse é o caminho para uma vida plena e feliz.

Até a próxima!

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